As escolhas saudáveis e o livre arbítrio

Artigo escrito e enviado por Victor Hugo Ribeiro, Dentista, Especialista em Gestão de Saúde e Master em Promoção de Saúde e Qualidade de Vida – ABQV

As escolhas fazem parte da vida do ser humano. A possibilidade de podermos escolher é o que nos confere o sentido de sermos livres. Fôssemos nós regidos pelo instinto, não nos sobraria a menor possibilidade da escolha. A própria natureza se incumbiria de nos apresentar sempre uma única hipótese. Não sofreríamos mais com as angústias das escolhas, por outro lado, perderíamos a liberdade de poder escolher e, seríamos nós, escravos da natureza.

Assim, obviamente, funciona também as nossas escolhas saudáveis. Diariamente nos deparamos com escolhas entre o saudável e o não saudável. Entre o que faz bem e o que faz mal. E o livre arbítrio estará sempre conosco.

Não basta saber e entender que determinada opção faz mal para a saúde. Fosse assim, não existiriam mais fumantes ou sedentários.

E o que fazer para que, na empresa, o trabalhador faça as melhores escolhas, mesmo sendo livre para escolher o que quiser? O que fazer para que o trabalhador mude de comportamento e passe a optar pelas escolhas mais saudáveis?

Parece que não basta informá-los dos malefícios das piores escolhas. Quem em sã consciência desconhece os malefícios do cigarro, por exemplo? E por que então tem tanta gente que escolhe ser fumante?

A informação deverá então sempre evidenciar os benefícios de determinadas escolhas, ou ainda, os benefícios de se “trocar” de escolha ou, em melhores palavras, os benefícios da mudança de determinado comportamento.

A informação gera conhecimento, mas sozinha, é muito pobre para mudar comportamentos. Talvez por isso o resultado das palestras nas empresas esteja cada vez mais sendo questionado.

Além de informar é preciso habilitar o indivíduo no sentido de empoderá-lo e sensibilizá-lo de que tal escolha ou tal mudança está ao seu alcance. Informar a um sedentário por exemplo, que 150 minutos semanais de atividade física lhe trará inúmeros benefícios não será suficiente. É preciso convencê-lo que ele pode e que ele consegue.

Munido da informação dos benefícios de determinadas escolhas e empoderados para fazê-las, o trabalhador estará ainda menos vulnerável se tiver acesso aos canais de mudança. Se a empresa oferecer por exemplo, uma pista de caminhada e formar um “Grupo de Caminhada”, somado às informações e a habilitação deste trabalhador, a tendência é que a escolha seja a mais próxima do ideal.

Comments

  1. Jefferson Paião

    Brilhante texto, a vida é feita de escolhas, ser saudável só depende de você.
    Parabéns Dr. Victor Hugo

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