Viva a vida: saia do automático, não se deixe entorpecer

Este artigo foi enviado por Leonardo David, consultor em inteligência de negócios, gestão executiva e gestão de projetos.

O abrir dos olhos pela manhã, olhar pela janela e ver o sol, ouvir o som dos eletrodomésticos, o som de crianças sorrindo ou ainda sentir que a cama em que está deitado é o lugar mais aconchegante que poderia experimentar dentre quaisquer outras coisas são atividades do dia a dia que se tornam comuns a partir do momento que se deixa de percebê-las como únicas e se mergulha de cabeça nos mesmos fatos de ontem.

A nossa tendência é de viver uma repetição de coisas que nos entorpece e nos transforma em pilotos automáticos que levam os seus carros ao trabalho sem nos darmos conta do trajeto feito. No meu ponto de vista, em alguns momentos, este comportamento pode até ser bom para superarmos grandes frustrações, no entanto a busca pelo bem estar e pelo estar bem em todas as circunstâncias da vida exige mais audácia, mais comprometimento e busca pelo novo e pela percepção do comum com outro olhar, mesmo que, para reforçar a postura frente as nossas posições e interesses.

Na era do bombardeio de informações e busca de “super-humanos” que acreditam fazer muito mais que as gerações anteriores. Perdemo-nos com as inovações tecnológicas, criadas para nos favorecer e, acabaram se transformando, em muitos casos em uma “muleta”, fazendo com que a nossa percepção da realidade seja completamente distorcida a ponto de criar novas doenças e novos problemas.

Bem, a experiência de ver o desespero de uma pessoa quando perde o celular é surpreendente.  É como se tivesse perdido a própria identidade. É sinônimo de frustração, tristeza, quase depressão.  A pessoa se sente perdida, sem centro. Parece que está lhe faltando um pedaço. Ao reencontrá-lo vivencia uma contagiante euforia, um sentido de comunhão e reintegração com o todo.

Experimente ir ao centro da cidade a pé e atravessar uma faixa de pedestres que não está debaixo de um semáforo. Provavelmente você pensará nos motivos que levam um cidadão a nem mesmo reduzir a velocidade quando está próximo da faixa e você se queixará. Já no caso de você estar conduzindo o veículo poderá se surpreender com um gesto de agradecimento ao parar o seu carro para que a pessoa atravesse a faixa, sendo que ela não deveria fazê-lo.

É inquietante ver uma fila enorme para embarcar em um voo e pessoas que insistem em passar na frente uns dos outros pelo jeitinho, pelo mérito social de ter um cartão de crédito diferenciado, pelos pontos de milhas ou qualquer outro motivo. Mesmo sabendo que todos têm os assentos marcados e que irão para o mesmo destino na mesma aeronave. A questão é: por que alguns se afligem? Como reagem a estes estímulos? Tendem a ficar mais irritados ou aproveitam o tempo para conhecer alguma nova pessoa? São gentis com a tripulação ou reclamam do que é oferecido para beber ou comer?

O que acontece conosco, hoje, individualmente ou em grupo quando da utilização das inovações de maneira degradante ou desrespeitosa, contrariamente ao propósito básico de toda evolução que é o de nos trazer bem estar e bem comum?

Acredito que o redemoinho de respostas prontas às nossas percepções diárias assim como o enquadramento de nossas ações tendo em vista o que todo mundo tem feito, faça com que nós produzamos mais do mesmo e nos entorpeçamos com tudo isso. Receitas provavelmente não existam. Talvez existam caminhos fáceis para a fuga de si e dos outros, mas na realidade o caminho é árduo e longo na busca de melhorar a si mesmo, conhecendo se mais, e de dar alguns passos no sentido de ouvir com atenção as cores, as expressões, a temperatura e porque não os sons de cada momento, além de, viver com intensidade e respeito.

Se você permitir que eu lhe deseje algo, se é que me permite, comece se perdoando e aceitando que é limitado, escolha o que confiar a alguém e confie verdadeiramente a ponto de fechar os olhos e deixar-se cair para que esta pessoa possa te segurar, seja duro com os problemas e leve com as pessoas, reflita e não se deixe entorpecer.

Tudo isto pode possibilitar uma leitura diferente de um novo dia em uma nova trajetória para um mundo melhor onde você encontrará bem estar e o proporcionará àqueles que lhe rodeiam.

Comments

  1. Cleuza Lúcia Pimenta

    Parabéns Prof. Leonardo, meu amigo e parceiro.
    Gostei muito do seu artigo. Temos que aprender, ou talvez reaprender a sair do automático e fazer as coisas de maneira diferente. Ter humildade para aceitar as nossas limitações, nos perdoar e perdoar as pessoas que nos magoaram. Essas pequenas atitude nos faz mais criativos, ajuda a valorizar mais a vida e nos deixa mais livres para alcançar novos voos, com mais beleza e colorido.

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